Chi Kung

Exercícios energéticos chineses para o equilíbrio de corpo e mente


No Centro Dao de Cultura Oriental, oferecemos a prática regular de Chi Kung (chinês: 氣功; pinyin: qìgōng) associada à aula de Tai Chi Chuan estilo Pai Lin. Na primeira parte da aula, são trabalhadas sequências variadas de Chi Kung e, a seguir, o aprendizado e treinamento da forma (taolu) de Tai Chi Chuan.

Dentre as práticas inclusas, temos:

  • Treino das 12 sedas;
  • Baduanjin (8 brocados de seda);
  • Chi Kung imperial de Huashan – iniciante, intermediário e avançado;
  • Meditação dos 6 sons de cura;
  • Zhan zhuang (posturas da árvore);
  • Tai Chi Chi Kung (taiji qigong);
  • Série das 9 dobras (treino das articulações);
  • Chan Jin Ba Fa (treino sentado dos tendões);
  • Wu Qin Xi (série dos cinco animais);
  • Yi Jin Jing (método de transformação dos tendões);
  • Treinamento budista de ativação de pontos vitais para a saúde;
  • Taiji Nei Gong (treinamento interior).
  • Chansi Gong (enrolar o fio de seda).
Dao Gong Quan - Tai Chi Pai Lin

Professor: Marco Moura.
Fisioterapeuta, acupunturista e artista marcial. Professor de Kung Fu estilo garra de águia, Chi Kung e Tai Chi Chuan (estilos Pai Lin e Chen).


Saiba mais

Qi Gong no Templo Tzong Kwan em São PauloO Qì Gōng 氣功 (Chi Kung) é um conjunto de práticas chinesas para o cultivo da energia vital. O termo Qì (chi) se refere ao sopro vital, ou seja, à energia que permeia todo o universo, que nos nutre e nos dá vida. Gōng (kung) significa “treinamento”. Desse modo, sua tradução literal é “treinamento da energia vital”.

O treinamento de Chi Kung compreende a execução consciente de movimentos aliados à respiração que visam promover a harmonia e a saúde. Seus efeitos terapêuticos não se restringem unicamente à saúde física, pois sendo fundamentado na medicina tradicional chinesa e na filosofia taoista, trabalha de forma integral corpo, energia vital e mente.

Qì (energia vital)
Tudo no universo está interconectado como parte da mesma matriz energética, variando apenas no tipo de manifestação dessa energia. Em sua forma densa, o é matéria palpável; na forma sutil, é energia etérea. Para o funcionamento do nosso organismo, adquirimos o externo através do ar e dos alimentos. Aprofundando nossa respiração, mais é absorvido e direcionado aos órgãos internos. As posturas também são muito importantes na prática, pois o correto alinhamento do corpo e o relaxamento muscular promovem o fluxo harmonioso do . Através da prática do Qì Gōng, aprendemos a absorver e a circular a energia. Os movimentos são em sua maioria suaves e circulares, pois o ritmo energético da natureza flui em movimentos espirais.

Objetivo da prática
A intenção das práticas taoistas é a integração da consciência do homem à natureza, ou seja, a fusão integral do homem (microcosmo) ao Dào (macrocosmo). Dessa forma, quando o Qì Gōng é praticado de forma plena, notamos melhoras globais na estrutura do nosso ser. O Qì Gōng é uma disciplina que não se limita ao momento da prática, podendo fazer parte da atitude diária consciente. É uma ótima ferramenta para o autoconhecimento, uma vez que passamos a sentir o nosso corpo interiormente e aprendemos a interagir conscientemente com a nossa energia.

Emprego do método
O Qì Gōng é utilizado na prática terapêutica como um dos pilares da Medicina Tradicional Chinesa na harmonização do corpo e da mente. Outra utilização do Qì Gōng é nas artes marciais. Melhora o autodomínio do praticante e a sua força interna, possibilitando canalizar a sua força e gerar resistência. O princípio da pulsação energética é empregado tanto no Tàijíquán como no Kung Fu. O Grão-Mestre de Tàijíquán Feng Zhiqiang recomenda a prática do Qìgōng ao invés do Tàijíquán se tiver que optar por um deles, pois no Qì Gōng os benefícios para a saúde são mais rápidos. No Kung Fu, o praticante que domina o Qì Gōng pode direcionar a energia no seu corpo ganhando mais força e resistência. Seus golpes se tornam mais potentes e seu corpo resiste a duros golpes.

Importância na prática terapêutica:
A Medicina Tradicional Chinesa (中医 Zhōng Yī) possui quatro pilares: 针灸 Zhēn Jiǔ – Acupuntura e Moxabustão; 推拿 Tuī Ná – Massagem chinesa; 中药学 Zhōng Yào Xué – Fitoterapia; 氣功 Qì Gōng – Exercícios terapêuticos.

O Qì Gōng é utilizado para benefício tanto do terapeuta quanto do paciente. Ele é fundamental na prática terapêutica, já que há uma troca natural de energia entre terapeuta e paciente. Se o terapeuta não tiver um meio para preservar o seu campo energético, para se reciclar e reabastecer a energia perdida, seus recursos não serão duradouros. Quando a nossa energia vital é requerida e não a temos o suficiente, o nosso reservatório de energia ancestral é utilizado, o que significa uma perda irreparável. Os efeitos disso são sentidos com o tempo. O terapeuta pode utilizar o Qì Gōng de modo:
– Quantitativo, aumentando o seu reservatório de e impedindo que ele se esgote;
– Qualitativo, transmutando o nocivo, movimentando e harmonizando o nos meridianos.

Todo esse conjunto proporciona ao praticante maior consciência do seu campo energético. Aprendendo a sentir a própria energia e a interagir com ela, é possível melhorar a saúde através do desbloqueio energético, aumentar a resistência corporal, aprimorar a concentração, etc. O praticante de Qì Gōng passa a experimentar uma maior integração consigo mesmo e com a natureza.

Marco Moura praticando série de Qigong Yijinjing no alto da montanha de Bodhidharma no Templo Shaolin, China.